As fêmeas de Paranthropus robustus e de Australopithecus africanus provavelmente saiam do seu grupo de nascimento para viver em outros grupos, ao contrário dos machos dessas espécies. Uma afirmação razoavelmente categórica, não é? Ainda mais partindo da análise apenas de dentes fossilizados!
Como um dente pode ser tão valioso para dar tanta informação?
Caro leitor, cara leitora, todas as vezes que vejo estudos de análises complexas de outras áreas que não a minha, fico pensando como as áreas da Ciência progridem independentemente. Esse foi o caso do estudo que me levou a escrever a postagem passada (ainda inacabada exatamente por conta da minha demora para entender as análises feitas, por sinal). Não que eu tivesse que saber de tudo, isso é impossível para qualquer um hoje em dia (acho que nem DaVinci daria conta de tanta informação!), mas é interessante ver como análises muito complexas podem ser feitas a partir de dados que nós, presos às nossas áreas e as respectivas metodologias, nem poderíamos imaginar. O artigo de hoje (02/06) na Nature também foi um desses que me deixou surpreso e me levou a escrever imediatamente (apesar de estar no meio de um furacão de atividades no momento).Vou procurar fazer um resumo de como chegaram a essa conclusão.
As análises químicas foram feitas com os níveis de dois isótopos do elemento químico estrôncio: nos dentes encontrados e no solo próximo ao sítio dos fósseis.
As análises químicas foram feitas com os níveis de dois isótopos do elemento químico estrôncio: nos dentes encontrados e no solo próximo ao sítio dos fósseis.
[CONTINUA...]