Depois de alguns meses parado por causa de atividades acadêmicas, este blog volta (de novo) à vida! O fim da seleção do doutorado 2011 (enfim doutorando!) e a descoberta astrobiológica desta semana foram fundamentais para esta retomada.
Uma notícia interessante circulou na internet na semana passada, já cheia de especulações. A Agência Espacial dos Estados Unidos - NASA - convocou uma coletiva da imprensa na quinta passada para relatar "uma descoberta em astrobiologia que impactará a busca por evidência de vida extraterrestre". Claro que isso já foi suficiente para que vários sites de Ufologia já começassem a circular ideias de que seria a confirmação de que acharam vida em um planeta universo afora e tal... Nada disso. Em um artigo na ScienceXpress os cientistas anunciaram que a "vida nova" foi encontrada no lago Mono, na Califórnia, Estados Unidos, planeta Terra! Este lago tem altas concentrações de arsênico e os pesquisadores pegaram amostras das bactérias de lá para estudo e perceberam que elas conseguem substituir o fósforo, usando o arsênio na mesma função.
[Crédito da imagem acima: artigo A Bacterium that Can Grow by Using Arsenic Instead of Phosphorus (02/12/2010) na www.sciencexpress.org]
O fósforo é um dos componentes básicos das formas de vida até então conhecidas, junto com o carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e o enxofre (os famosos "CHONPS" - a sigla de cada elemento). O arsênio é considerado um análogo químico do fósforo, mas é (ou era até então) extremamente tóxico.
Mas qual a relação disso com a descoberta de vida extraterrestre? A Astrobiologia é a ciência que busca compreender as origens e a disseminação da vida pensando não só na Terra, mas em outros locais do Universo. Só que como procurar por vida em um lugar tão amplo como o Universo? Temos que saber como procurar. E para não partir do nada, a procura desses cientistas acontece com base no que se sabe sobre o que é vida. Na verdade é difícil definir "vida", mas é possível listar características que a vida possui onde sabemos que ela existe: na Terra. A partir daí, com base nessas características, é possível procurá-las fora da Terra. Então, por diversos meios, astrobiólogos procuram pelos CHONPS principalmente nos planetas, satélites, asteróides e outros corpos espaciais.
[Crédito da imagem acima: http://eternosaprendizes.com]
Depois dessa descoberta, os cientistas passarão a procurar também por vida com arsênio, o que amplia a possibilidade de encontrar vida extraterrestre.





















