quarta-feira, 28 de abril de 2010

[Postagem-resumo] Volta à Vida

Como os leitores devem ter percebido, este blog tem andado meio parado, mas às vezes é preciso dar prioridade aos nossos compromissos, neste caso, o meu mestrado. Minha defesa está próxima e, quem já passou por uma escrita acadêmica assim sabe que é uma correria na reta final. Só para não ficar com notícias acumuladas, resolvi fazer uma postagem-resumo de algumas das notícias mais interessantes desde a última postagem. Espero que gostem e, quando der, escrevo de novo.

Primeiro, vamos falar das fotos qua a sonda SOHO tirou do nosso Sol em 21/04. Veja abaixo uma das imagens, que dá uma noção de quão pequenos somos (approximate size of Earth = tamanho aproximado da Terra):


Esta imagem foi obtida em divulgação das Agências Espaciais Europeia e Norte-Americana. Outras imagens podem ser vistas ao buscar na internet. O Sol está fechando mais um ciclo de suas atividades, que os astrônomos calculam ser de 11 em 11 anos. Esse ciclo tem sido observado há um tempo, através das manchas que aparecem e das erupções solares como as da foto.
Não sei vocês, mas essas imagens me fizeram lembrar do comentário do Pumba, do filme "O Rei Leão" (Disney, 1994), que diz que as estrelas seriam bolas de gás incandescente e os outros não o levam a sério por sua fama de pouco inteligente. Risos!
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Ainda no espaço, em 26/04 a sonda japonesa Hayabusa deu uma de filho pródigo. Já se pensava que ela estava perdida, pois teve um problema de vazamento de combustível em 2005, quando pousou no asteroide Itokawa.

[Crédito da imagem acima: http://www.jaxa.jp/press/2009/02/20090204_hayabusa_e.html]

 A Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa (JAXA) anunciou que a sonda deve voltar à Terra em junho deste ano, pousando na Austrália. Não há certezas que ela contenha material do asteroide, mas se tudo estiver intacto, a Hayabusa será mais uma invenção humana a permitir o estudo de material do espaço (como as viagens Apollo e a sonda Stardust, que analisou um cometa).
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Do espaço para a nossa biosfera, cientistas dos Estados Unidos desenvolveram uma "bateria celular". Não uma bateria de celular, mas uma ligação direta a uma célula de alga para obter bioeletricidade! A pesquisa, sequência a uma francesa que fez ligação nas folhas de plantas, permitiu captar elétrons do processo de fotossíntese direto das células da alga! Um eletrodo de ouro extremamante fino foi inserido nas células (e elas permaneceram vivas por uma hora!) para "roubar" elétrons que tinham sido excitados pela luz solar e antes que a alga os armazenasse sob a forma de açúcar. A energia obtida por célula é muito pequena e seriam necessárias um trilhão de células para chegar à energia de uma pilha AA! Há um longo caminho para estudar a viabilidade dessa forma de produção (ou melhor, de roubo) de energia limpa. É... Estamos próximos de Matrix Plantae!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

"Papai, achei um fóssil!"




Foi encontrado por Matthew, filho do antropólogo Lee Berger (Richard Leakey começou assim!) em 2008 na África do Sul um fóssil de hominídeo chamado Australopithecus sediba (sediba significa "fonte" em uma língua local) e já chegou causando polêmica. O artigo foi publicado na edição de hoje da revista Science. Dois indivíduos quase completos (um macho jovem e uma fêmea) estavam em uma caverna no norte de Johannesburgo, foram datados de 2 milhões de anos e por enquanto entraram no gênero Australopithecus, mas alguns questionam se a descoberta não deveria ser classificada pelo nome de Homo ancestor (um nome já reservado para o "elo perdido" entre autralopitecos e humanos) pelas suas características intermediárias entre os dois gêneros. Há dúvidas se ele seria um ancestral direto da nossa linhagem ou se seria de um ramo sul africano. E o que dá mais confusão é que os mais antigos do gênero Homo (Homo habilis e Homo rudolfensis) são datados de 2,3 milhões de anos e também há debates se estes não deveriam ser classificados como australopitecos. Essa discussão ainda vai render.


Muitos aproveitam esses momentos para dizer que a teoria da evolução não é firme e toda hora essas coisas mudam. Vale lembrar que a Ciência é assim mesmo, tudo que se descobre ou se entende um pouco mais é assim até que se prove o contrário. Os fósseis hominídeos são bastante raros porque (ainda bem) que nossos ancestrais eram mais espertos que muitos outros animais e não caíam tão facilmente em "armadilhas naturais" que levam ao também raro processo de fossilização. Com isso, muitas espécies de transição provavelmente nunca serão encontradas e sempre vão ficar faltando algumas peças no quebra-cabeça da nossa história. Pudemos ver essas reformulações da nossa árvore genealógica quando descobriram o Homo floresiensis (também chamado de "hobbit") e o Ardipithecus ramidus ("Ardi") e é assim mesmo: vamos encaixando o que descobrimos para entender melhor nossas origens.


[Crédito da primeira e da terceira imagens: revista Science, vol 328, 9 abr 2010]

[Crédito da segunda imagem: http://www.nytimes.com/2010/04/09/science/09fossil.html?src=mv]

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Exposição sobre Einstein

 

O Museu Histórico Nacional (MHN) abriu ontem uma exposição sobre a vida e obra do famoso Albert Einstein. A mostra original é do American Museum of Natural History e foi trazida para o Brasil em uma parceria do Instituto Sangari (o mesmo que organizou a exposição sobre Darwin, no próprio MHN) e da Faperj.


A versão brasileira da exposição ganhou mais duas seções (Átomos e Einstein no Brasil), além das oito da original: Vida e Tempo, Luz, Tempo, Energia, Gravidade, Guerra e Paz, Cidadão Global e Legado.

A Exposição Einstein vai até o dia 6 de junho de 2010 e o Museu Histórico Nacional fica na Praça Marechal Âncora, s/n°, no Centro, próximo ao "Mergulhão" da Praça XV de Novembro (os ônibus 232, 254, 260 e 455 são alguns dos que deixam lá perto).
 
Os horários são: de terça a sexta: das 9h às 18h; e sábados, domingos e feriados: das 14h às 18h.
 
Os ingressos custam: de terça a sábado: Inteira: R$ 20 e Meia: R$ 10 (estudantes, professores e idosos de 60 a 65 anos - mediante apresentação de documento ou carteirinha da instituição). Escolas agendadas: R$ 15 por aluno; domingos: Inteira: R$ 14 e Meia: R$ 7 (estudantes, professores e idosos de 60 a 65 anos - mediante apresentação de documento ou carteirinha da instituição).
 
A entrada é gratuita (mediante comprovação) para: crianças de até cinco anos de idade; alunos e professores da rede pública federal, estadual e municipal; maiores de 65 anos; sócios do International Council of Museums – ICOM, guias de turismo e estudantes de museologia. Os ingressos para a exposição Einstein dão direito às exposições em cartaz no MHN.


[Crédito da primeira imagem: http://blogdofavre.ig.com.br/tag/leilao]

Asteróide Passando Perto



Um asteróide recém-descoberto vai passar relativamente perto de nós por volta de 20h (horário de Brasília), na noite de hoje. Mas calma: não há perigo de colisão, segundo a NASA. O pedregulho de 22m de diâmetro vai passar a 359.000Km da Terra, mas este está longe do recorde, que foi de outro asteróide que, em janeiro de 2009, passou a 130.000Km e só fomos saber quando já estava em cima... Se alguém conseguir ver e registrar alguma coisa, pode mandar que publico porque nesse tempo do Rio de Janeiro está impossível ver algo (aliás os astrônomos cariocas sofrem porque sempre que tem algum evento do tipo as nuvens dominam o céu!).

Óculos Interativos



Foram apresentados no último dia 4 de abril em uma feira de tecnologia na estação de esqui de Megeve, nos Alpes franceses protótipos de sistemas que já estão sendo chamados de cibervisão. Eles analisariam o movimento do olho de uma pessoa que os usasse para dar mais informações sobre a paisagem, lugares de interesse etc., a partir de uma base de dados via internet, como um Google Earth! Os protótipos são tão pequenos que poderiam ser usados em óculos, dizem os inventores. Quem sabe daqui a alguns anos o óculos do Swarzenegger não vai estar à disposição com a visão do T-800, do "Exterminador do Futuro"?



Mosquitos do Cretáceo Interassos



Pesquisadores encontraram mosquitos, aranhas, formigas e outros animais bem preservados em âmbar, na Etiópia. Os fósseis foram datados de 95 milhões de anos, período Cretáceo e os cientistas consideram uma importante descoberta porque revela parte do ecossistema desse período de grandes mudanças, já que preservou espécies de aracnídeos e outros artrópodes. Mais detalhes, vide o artigo "Cretaceous African life captured in amber", de Alexander Schmidt e outros, na PNAS (http://www.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.1000948107).

[Crédito da imagem: http://www.agencia.fapesp.br/materia/11993/cretaceo-preservado.htm]